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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Meditação na Raiva


Meditação na Raiva
Um problema que todos nós enfrentamos é a raiva. Os pro
blemas externos que temos na nossa vida vão e vêm e são, geralmente, temporários. Mas a raiva é um problema interno que permanece conosco o tempo todo, até morrermos. A raiva é um problema sério, porque as suas consequências negativas são muitas. Não só a pessoa que tem raiva sofre, como também sofrem as vítimas dessa raiva. E este sofrimento não é temporário, ele prolonga-se por muito tempo. O sofrimento imobiliza-nos e não somos capazes de funcionar por um longo período de tempo. Por causa da raiva, o ódio desenvolve-se e o ódio pode quebrar até as relações mais próximas. Relações e amizades são desenvolvidas ao longo de muitos anos e tudo pode ser destruído por apenas um instante de raiva. Uma vez que uma relação é quebrada é quase impossível de consertar. É muito difícil voltar atrás. Quando estamos com raiva, falamos e agimos sempre de forma impensada, sem qualquer discriminação e, frequentemente, acabamos por arrepender-nos das nossas palavras e comportamentos raivosos. Para além de tudo, a raiva perturba um ambiente de paz e, assim sendo, impede o crescimento espiritual. Claramente a raiva é um inimigo poderoso dentro de nós.
A raiva também é um sinal de fraqueza. Reflete a incapacidade da mente enfrentar situações difíceis. Então, a raiva é um sintoma, um sintoma de uma fraqueza da mente, que não é capaz de enfrentar situações difíceis. Se eu quero acabar com a minha raiva, primeiro, tenho que reconhecer este problema e aceitar a minha fraqueza. Tenho que reconhecer a minha fraqueza. Tenho que admitir a minha incapacidade. Infelizmente, a maior parte das vezes, justifico a minha raiva culpando os outros, os seus comportamentos, as suas palavras. Quando justifico a minha fraqueza fecho a porta para a possibilidade de melhorar e de crescer a partir dessa fraqueza.
Uma vez que admito a minha fraqueza, posso, gradualmente, fortalecer a mente através de sankalpaśakti - o poder de auto-sugestão. Vejo-me como uma pessoa forte, capaz de enfrentar as situações sem ser perturbada. Vejo-me como uma pessoa que tem kṣamā, a capacidade de perdoar. Kṣamā é a cura para a raiva e sinto-me como um kṣānta. Sou forte. Não me deixo irritar pelas situações. Não me sinto provocado pelas pessoas. Não tenho qualquer controle sobre o comportamento das pessoas. Mas posso escolher ser calmo. Ser sempre calmo. Não me sinto provocado, não me irrito.
Śāntah Aham
Śāntah Aham
Śāntah Aham
Śāntoham
Śāntoham
Śāntoham
(silencio)

Meditação guiada por Swami Paramarthananda, publicada na edição 27 Inverno 2010 (nossa edição de meditação). 

www.cadernosdeyoga.com.br
Foto: A meditação a seguir pode ser lida em sala de aula para os alunos, ou simplesmente serem lidas e usadas como tema de uma reflexão pessoal na sua meditação diária. 

Meditação na Raiva
 Um problema que todos nós enfrentamos é a raiva. Os problemas externos que temos na nossa vida vão e vêm e são, geralmente, temporários. Mas a raiva é um problema interno que permanece conosco o tempo todo, até morrermos. A raiva é um problema sério, porque as suas consequências negativas são muitas. Não só a pessoa que tem raiva sofre, como também sofrem as vítimas dessa raiva. E este sofrimento não é temporário, ele prolonga-se por muito tempo. O sofrimento imobiliza-nos e não somos capazes de funcionar por um longo período de tempo. Por causa da raiva, o ódio desenvolve-se e o ódio pode quebrar até as relações mais próximas. Relações e amizades são desenvolvidas ao longo de muitos anos e tudo pode ser destruído por apenas um instante de raiva. Uma vez que uma relação é quebrada é quase impossível de consertar. É muito difícil voltar atrás. Quando estamos com raiva, falamos e agimos sempre de forma impensada, sem qualquer discriminação e, frequentemente, acabamos por arrepender-nos das nossas palavras e comportamentos raivosos. Para além de tudo, a raiva perturba um ambiente de paz e, assim sendo, impede o crescimento espiritual. Claramente a raiva é um inimigo poderoso dentro de nós. 
A raiva também é  um sinal de fraqueza. Reflete a incapacidade da mente enfrentar situações difíceis. Então, a raiva é um sintoma, um sintoma de uma fraqueza da mente, que não é capaz de enfrentar situações difíceis. Se eu quero acabar com a minha raiva, primeiro, tenho que reconhecer este problema e aceitar a minha fraqueza. Tenho que reconhecer a minha fraqueza. Tenho que admitir a minha incapacidade. Infelizmente, a maior parte das vezes, justifico a minha raiva culpando os outros, os seus comportamentos, as suas palavras. Quando justifico a minha fraqueza fecho a porta para a possibilidade de melhorar e de crescer a partir dessa fraqueza. 
Uma vez que admito a minha fraqueza, posso, gradualmente, fortalecer a mente através de sankalpaśakti - o poder de auto-sugestão. Vejo-me como uma pessoa forte, capaz de enfrentar as situações sem ser perturbada. Vejo-me como uma pessoa que tem kṣamā, a capacidade de perdoar. Kṣamā é a cura para a raiva e sinto-me como um kṣānta. Sou forte. Não me deixo irritar pelas situações. Não me sinto provocado pelas pessoas. Não tenho qualquer controle sobre o comportamento das pessoas. Mas posso escolher ser calmo. Ser sempre calmo. Não me sinto provocado, não me irrito. 
Śāntah Aham
Śāntah Aham
Śāntah Aham
Śāntoham 
Śāntoham 
Śāntoham 
(silencio)

Meditação guiada por Swami Paramarthananda, publicada na edição 27 Inverno 2010 (nossa edição de meditação). 
www.cadernosdeyoga.com.br